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Jacareí completa, neste sábado, 369 anos de história

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Roger Moreira · 03/04/2021 às 13:18 · Ler Mais

19/03/21 ROGER MOREIRA – VOCALISTA DA BANDA ULTRAJE A RIGOR – YouTube

Roger Moreira · 19/03/2021 às 12:01 · Ler Mais

Fim do Mamonas Assassinas, há 25 anos, marcou declínio das músicas bem-humoradas – Almanaque – HOME

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Roger Moreira · 18/03/2021 às 12:15 · Ler Mais

Órfão de Bolsonaro, mercado desaba

Lembro sempre uma música do “Ultraje a Rigor”: “A gente somos inútil (sic)”.

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Bem ou mal, sempre lembram. Porque é verdade. E ainda seremos, pela eternidade, talvez.

Roger Moreira · 23/02/2021 às 11:46 · Ler Mais

38 anos sem Heavy Metal, uma das mais emblemáticas casas de shows de Santos – Santa Portal


Músicos do Ultraje a Rigor, Titãs e Ira! relembram histórias marcantes.

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Roger Moreira · 19/02/2021 às 11:27 · Ler Mais

Folha Política: General Villas Bôas responde a ataque de Fachin, do STF, e Gilmar Mendes se revolta

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Roger Moreira · 17/02/2021 às 15:24 · Ler Mais

Rota 2014 – Blog do José Tomaz: Roger Moreira: “A rebeldia hoje é ser de direita”


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Roger Moreira · 15/02/2021 às 11:44 · Ler Mais

Tarati Taraguá: Teatro Lira Paulistana – Os Porões da Vanguarda Paulista


Espaço democrático e de diversidade, o Lira Paulistana também contribuiu com o rock brasileiro dos anos 80. O marco dessa contribuição aconteceu em 1982, com a realização de um projeto que daria chances a novos artistas de se apresentarem no palco do teatro. Era o Boca no Trombone, iniciativa do Lira Paulistana com o patrocínio do Conselho Nacional de Direitos do Autor, então dirigido pelo maestro Amylson Godoy.Para participar do Boca no Trombone era necessário não ter gravado nenhum disco e apresentar obras inéditas. as inscrições foram abertas em outubro e mais de 300 foram recebidas. A seleção dos artistas seria feita por um júri que contava com os críticos musicais João Marcos Coelho e Maurício Kubrusly, com o compositor Eduardo Gudin (célebre por sua canção Ronda)*, Luís Tatit, do Grupo Rumo, e por Wilson Souto, um dos sócios do Lira Paulistana.Quase dois meses depois foram selecionados 28 inscritos, entre eles duas bandas de São Paulo que estavam tentando a sorte. Titãs do Iê Iê (os futuros Titãs) e Ultraje a Rigor. Os classificados tiveram direito de se apresentar no palco do Lira Paulistana. Os shows ocuparam por cerca de três meses a agenda da casa, que estava sempre lotada. Depois dos shows no Lira, Ultraje a Rigor e Titãs passaram do underground para o mainstream, assinando contratos com a WEA.”

Source: Tarati Taraguá: Teatro Lira Paulistana – Os Porões da Vanguarda Paulista

Roger Moreira · 15/02/2021 às 11:44 · Ler Mais

A rebeldia hoje é ser de direita

Por Paulo Polzonoff Jr


Entrevistei Roger Moreira. Sim, o do Ultraje. Sempre quis conservar com ele. Mas, para efeitos editoriais, direi aqui que o entrevistei só porque Roger é uma personalidade controversa da Internet, conhecido por seus comentários cáusticos antiesquerda – o que é visto como uma heresia por muitos.

Roger: O ser humano não quer ser igual. Pelo contrário, quer ser diferente
Foto: Érica/ Ultraje.com

Para mim, Roger Moreira sempre será o líder daquela que considero a melhor banda de rock dos anos 1980 – sim, melhor do que Legião, Paralamas, Titãs. Tendo o privilégio de vislumbrar esse passado sem o filtro da nostalgia, mas com o filtro da experiência, vejo nas composições de Roger todas as qualidades necessárias nas músicas daquela época: refrãos absurdamente grudentos, simplicidade, uma boa dose da raiva típica do rock, humor para dar e vender. (Repare em toda a minha ginástica para não usar a palavra “irreverência”). Se “Inútil” não merece ser chamada de obra-prima, então não sei o que merece.

Na entrevista abaixo, contudo, falamos pouco de música. Mas teve Covid. Teve QI alto. E teve política, claro. Até especulamos se ídolos do rock como Jim Morrison, Renato Russo e Freddie Mercury estariam fazendo campanha #LulaLivre. Hoje um senhor de 64 anos, Roger não fugiu das perguntas, que respondeu com ponderação e bom humor. Até mesmo quando eu, inconvenientemente, cometi a ousadia de lhe perguntar quanto é 7 x 8.

Sei que você vai amar, sei que você vai odiar. Principalmente, sei que você não vai ficar indiferente às palavras de Roger Moreira.

Convém informar ao leitor que esta entrevista está sendo feita por e-mail. Só por ser mais conveniente tanto para você quanto para mim. Mas, cá entre nós, entrevista por e-mail também é bom porque impede o jornalista de “desvirtuar o sentido” ou “tirar do contexto” algo que o entrevistado falou, né? Você não confia na imprensa?

Eu confio em você e não acho que você faria isso. Mas muitos outros o fazem. Folha, Veja, Estadão e que tais. É mais a regra do que a exceção. Normalmente o cara vem com a pauta pronta e te entrevista só para ver se você confirma a tese dele. Falar nisso, assisti à entrevista de Woody Allen com o Bial e foi muito ruim. Ele perdeu uma ótima chance de fazer uma entrevista boa com um comediante brilhante para fazer perguntas pedantes que diziam mais sobre Bial do que sobre Allen.

Apesar de você ser uma boa memória da minha infância, não sei muita coisa sobre a sua vida pessoal. Só o básico que todo mundo sabe. E não quero pesquisar para não me “deixar contaminar pelo personagem” (mas vão dizer que é preguiça). Então conta alguma coisa legal da sua vida para a gente, por favor.

Bom, eu acho que não tem nada assim de super especial sobre minha vida que eu já não tenha contado. Nasci em São Paulo e meu pai é de Jacareí. De forma que eu ia muito pra lá, subia em árvores, andava a cavalo, tirava leite de vaca, enfim, tenho intimidade com esse meio. Também ia muito, nas férias, para Santos. Gosto de Santos e de praia. Vivi um ano e meio em San Francisco, na Califórnia, o que influenciou mais ainda a minha admiração pelos EUA. Hoje San Francisco está, como sói acontecer, bastante degradada devido a administrações esquerdistas. Mas era um lugar maravilhoso em termos de civilização e cidadania. Considero-me super bem-sucedido já que sempre desejei viver de música e é o que tenho feito desde mais ou menos 1984. Vivo bem, sou casado e tenho duas filhas pequenas.

Toda entrevista tem aquele momento capcioso, em que o entrevistador tenta deixar o entrevistado desconfortável falando de algum desafeto. Então sinta-se à vontade. Quer falar de algum desafeto? O Scandurra, talvez? Ou de algum outro. Se não tiver nenhum desafeto, a gente pode até criar um. Que tal?

Eu não tenho desafetos pessoais. Só coisa de ideologia. Aliás um traço de minha personalidade que meus amigos já aprenderam a reconhecer, mas que causa estranheza em quem me conhece há pouco tempo, é que sou capaz de brigar por um assunto e estar completamente tranquilo sobre o resto. Eu separo as coisas. Tipo, fico puto com uma atitude ou ato específico, mas, acabando aquela discussão, de resto estou de boa com a pessoa. Aprendi muito com o Edgard, mais observando-o do que realmente tomando lições com ele. Ele foi realmente um incentivador no começo, mas nós também lhe demos um emprego remunerado quando o Ira era apenas um projeto. Também não foi ele quem escolheu o nome da banda, como vive dizendo por aí. O Leôspa e eu levamos meses para chegar num consenso. Quando chegamos a Ultraje e eu perguntei ao Scandurra o que ele achava de Ultraje, ele, que não sabia do que conversávamos, disse “Ultraje? Que Ultraje? Ultraje a rigor?” E daí Leôspa e eu concordamos que era um nome legal. Não é como se ele chegasse do nada e dissesse “Ei, que tal vocês chamarem a banda de Ultraje a Rigor?”. Em outras ocasiões (diversas) ele mostrou preconceito contra a gente ou até mesmo falou mal da gente, alegando, algumas vezes, que estava bêbado ou drogado. Mas ninguém fala bobagem ou faz o que não faria porque estava bêbado. De forma que ele começou a se achar importante demais e também a fazer críticas sobre minha ideologia de forma pejorativa. Faltou-lhe caráter e personalidade. Isso costuma ser definitivo pra mim. Não estou bravo com ele, estou decepcionado. Tenho amigos que pensam diferente de mim ideologicamente, mas que eu respeito. Eu normalmente só agrido àqueles que me agridem. E gosto de debater. Mas pouca gente respeita as regras do debate, especialmente os esquerdistas.

Aproveitando o embalo, diz uma frase polêmica aí para eu usar como título, por favor.

Ah, não é meu lance. Muita gente (meus desafetos, mas do lado deles) diz que é isso que eu faço na Internet, mas não é. Tudo que eu digo é porque eu acredito. Gosto de implicar, provocar, mas principalmente de fazer rir ou de indicar caminhos que levem ao progresso. Eu inclusive desconfio desses desafetos de Internet já que não os encontro na rua, quando saio. Pelo contrário, ninguém vem me xingar de perto. Só elogios, graças a Deus. E graças à minha honestidade de sempre. As ofensas são muito pouco imaginativas e sempre se repetem. Fiz até uma cartela de bingo com elas. “QI falso, banda decadente, banda de programa, ex-roqueiro, bolsominion”. Basicamente se resume a isso.

Outro dia estava escurando os discos do Ultraje e pensando nas suas postagens do Twitter. Uma coisa levou a outra e, quando percebi, estava imaginando como seriam Cazuza, Renato Russo, Freddie Mercury e até o Jim Morrison no Twitter ou falando de política no Fantástico. Como você imagina que seriam? Seriam militantes chatos? Estariam fazendo campanha #LulaLivre?

Difícil saber. Jim Morrison era esquerdista, claro, mas era jovem, e ser rebelde nos anos 1960 era aquilo. Hoje estaria com quase 80 anos e é capaz que fosse mais ajuizado. A maioria do pessoal da minha geração hoje em dia é de direita. Cazuza, quem sabe, talvez embarcasse na onda de LGBTQI, não sei. Ney Matogrosso, por exemplo não é um clichê de opinião maria-vai-com-as-outras e acho que Cazuza talvez não fosse também. O que muita gente de esquerda não percebe é que eles acham que estão se rebelando, mas a rebeldia hoje é ser de direita. É quebrar a espiral do silêncio construída durante anos pela esquerda. É jogar na cara desses reacionários que vivem um eterno 68 que o mundo mudou. A mesma coisa Renato Russo. Ele era muito letrado e inteligente para cair nessa esparrela. Freddie Mercury? Baladeiro. Não me lembro de atitudes políticas dele. Um gozador hedonista. E não falo isso como uma desqualificação.

Ainda pensando nas músicas do Ultraje, uma pergunta filosófica meio desesperada, do tipo que eu faria com a voz meio fina, jogando os braços para o alto, a calva arrepiada até: o que aconteceu com o humor do brasileiro, Roger?! Por que ninguém mais ri de nada?! Ou é só uma impressão minha?

Medo. Castração do politicamente correto. E a esquerda é daltônica de humor, não é capaz de entendê-lo. Veja as charges e piadas da esquerda. Não são realmente engraçadas, são simplesmente ataques para fazer bonito para sua turminha. Aliás, ô povinho que precisa de turminha. Parecem não ter convicção do que pregam, tanto que quase nunca defendem sua causa, preferem atacar o mensageiro ou a causa contrária. É realmente difícil defender o socialismo, ideologia que deveria ser tão malvista quanto o nazismo e que matou muito mais gente. Além de nunca ter dado certo em lugar nenhum. Ah, é “porque nunca foi testada de verdade”… É idiota. Não somos formigas ou abelhas. O ser humano não quer ser igual. Pelo contrário, quer ser diferente (por mais que sejamos tão parecidos). Todos queremos ter coisas. Só quem quer ser sustentado pelo Estado é gente fracassada e ressentida. E não estou falando de gente pobre, miserável, sem educação ou oportunidades. Essa gente ficaria satisfeita de poder trabalhar, ganhar bem e se sustentar. Estou falando de gente que ou tem interesse no poder ou prefere ver gente melhor de vida igualada por baixo, por pura inveja, do que pensar que poderia ser alguém melhor na vida.

Toda entrevista também tem que ter uma pergunta nada-a-ver no meio. Pensei em perguntar se você já teve Covid-19 e como foi. Mas tenho uma pergunta melhor: por acaso você está com fome ao responder a esta entrevista?

Agora que vc falou, pintou uma fominha… 🙂 Mas não tive Covid, estou tomando todos os cuidados necessários. Você não perguntou, mas vou comentar também. A Covid existe. É uma doença que pode ser grave, pode ser leve, pode ter sequelas horríveis e pode ser assintomática. Acho um absurdo que haja discussão sobre usar máscara ou não. Japoneses usam máscaras quando estão resfriados! Pelos outros! Nós somos tão parvos e egoístas que discutimos se devemos usar máscaras ou não, se elas funcionam, se elas fazem você respirar mais gás carbônico, etc. Nossos cérebros têm um mecanismo, ignorado por quase todo mundo, que nos faz escolher argumentos que defendam nossas teses. E tem também aquela velha desculpa de dizer que é pelos outros, que estão pensando no geral (mas não querem usar máscaras). Pode reparar: quando vão entrevistar alguém na rua reclamando de barulho, tem sempre “alguém idoso e doente” ou “criança pequena” que não pode com o barulho.

Quanto ao lockdown, era um mecanismo para permitir que os hospitais dessem conta de lidar com a ocupação dos leitos. Nem todo mundo pode se dar ao luxo de ficar em casa e pronto, mas os empregadores poderiam obrigar seus empregados a trabalhar? Se não pudessem, os empregados não poderiam decidir não ir e exigir salários? São muitas questões juntas. Mas nós vivemos uma “Era de Opinião”. Todo mundo tem que ter a sua, mesmo que não saiba nada sobre o assunto. Cansativo.

A gente sabe que, politicamente, você não tem afinidade nenhuma com o Panteão da MPB. Mas, no espírito de tentar encontrar sempre algo de bom nas pessoas de que desgostamos (e na obra delas), queria que você me dissesse quais suas músicas preferidas de Chico e Caetano. Ou vai dizer que não gosta de nenhuma? Nem de “Beatriz”?!

Tenho muitas de que gosto. Já disse muitas vezes que fui influenciado (como letrista) por vários deles e musicalmente por Jorge Ben(jor). Como eu já disse, separo as coisas. Admiro o trabalho de muitos medalhões da MPB, embora nunca tenha sido realmente minha praia. Quando eu tinha dinheiro para comprar um disco, dava preferência a algum disco importado. E consigo ver truques de marketing no comportamento, especialmente de um desses panteôes…

Conta alguma coisa dos bastidores do “The Noite” com o Gregório Duvivier. Tenho certeza de que deve haver uma boa história aí. Nunca te pedi nada…

Na verdade, esse é outro de quem discordo ideologicamente, mas acho engraçado (às vezes) no Porta dos Fundos. Fizemos um esquete juntos no “The Noite” quando essas diferenças ainda não eram tão gritantes. Era tirando sarro da direita fingindo que tiravam sarro da esquerda. Claro, não somos exatamente amigos, mas não época eu ainda não desprezava a postura dele.

Não posso terminar essa entrevista sem fazer uma pergunta sobre o seu famoso QI – só um pouquinho inferior ao meu. Mas, sério, você “acredita” em QI? Há quem diga que essa tentativa de medir a inteligência das pessoas e conferir a ela um número tem bases eugenistas. Mas a pergunta é: quanto é 7 x 8?

  1. Claro que acredito. Eu vivo com ele. Não é um superpoder, como muitos pensam que seja, mas tem suas características, para o bem e para o mal. O teste mostra que você tem um QI alto e eu fiz vários deles em várias épocas de minha vida, sempre com resultados parecidos. Ser inteligente é o que você fará com esse QI. O QI alto permite que eu pense de forma mais lógica e que dê saltos nas conclusões. Por exemplo, posso chegar de A a F sem ter que passar pelo B,C, D e E. Talvez até por isso às vezes me dizem que sou uma espécie de Spock ou Sheldon, um cara meio frio, muito direto. Mas tenho, sim, emoções. As pessoas (que não sabem do que se trata e confundem as coisas) pensam muitas coisas erradas a respeito disso. Primeiro, que eu fico me gabando disso. Não. Cerca de um ano depois de entrar para a Mensa (que é uma associação de pessoas com QI alto e que, muitas vezes, têm problemas de relacionamento por causa disso), a Mensa divulgou que eu fazia parte da associação. Por causa disso, dei muitas entrevistas a respeito. Mas as pessoas acham que eu tenho que acertar em tudo, que eu deveria me dedicar à ciência, que eu deveria usar minha inteligência para ajudar o mundo, que eu deveria saber tudo e ser infalível. Tem muita inveja. É uma coisa esquisita porque, se dizem que você é muito forte, você pode provar levantando um carro, sei lá. Se é muito alto, é visível. Dizer que se tem um QI alto é como dizer que você tem, digamos, muita simetria no rosto. Você pode ter, mas não quer dizer que seja indubitavelmente lindo. E com QI é pior. Todo mundo pensa “ah, que nada, eu também sou inteligente” e tenta “desafiar o gatilho mais rápido do oeste”. Existe até um efeito, chamado Dunning-Kruger, que explica isso. Um outro texto, esse sobre inteligência, também explica um pouco sobre as diferenças entre os diversos tipos de inteligência
    Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/roger-moreira-a-rebeldia-hoje-e-ser-de-direita/

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Roger Moreira · 14/02/2021 às 22:09 · Ler Mais

Lista de Mensans – Wikiwand

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Roger Moreira · 09/02/2021 às 11:13 · Ler Mais

Sobre a Banda

Princípio: 1980 - 1988

O grupo Ultraje a Rigor começou como uma banda de covers, principalmente de Beatles, punk rock e new wave. A primeira formação, composta por Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard Scandurra, começou fazendo pequenos shows em bares. Em 1982, decidiram que o nome da banda seria Ultraje a Rigor, um trocadilho com a expressão "traje a rigor". Roger, inicialmente, havia pensado em batizar a banda apenas como "Ultraje", mas Edgard, quando perguntado a respeito do nome, ouviu errado e perguntou: "Hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?". O trocadilho fez sucesso e o nome Ultraje a Rigor foi adotado.

Brevemente, Silvio deixou a banda e foi substituído por Maurício Defendi. Em abril de 1983, a nova formação participa do primeiro show da banda apenas com composições próprias. Após um desses shows, assinaram um contrato de gravação com o produtor Pena Schmidt, que fazia parte da WEA e trabalhou também com artistas como o Ira! (do qual Edgard fazia parte) e os Titãs. Eles haviam gravado seu primeiro single, Inútil/Mim Quer Tocar, que, por problemas com a censura, não foi liberado até outubro daquele ano.

Edgard, já membro do Ira!, encontrou-se impossibilitado de continuar a dividir seu tempo entre duas bandas e optou pela segunda. Carlo Bartolini, conhecido como Carlinhos, foi chamado para seu lugar. Em 1984, com a nova formação, o Ultraje grava seu segundo single, Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa. A primeira canção teve relativo sucesso, incentivado pela coincidência de seu refrão com o de Egotrip, da Blitz. A segunda música, porém, foi determinante para o sucesso da banda desde que começou a ser executada, em janeiro de 1985.

O primeiro LP da banda, Nós Vamos Invadir Sua Praia, lançado alguns meses mais tarde, fez grande sucesso. Foi o primeiro LP de rock no Brasil a ganhar Disco de Ouro e Disco de Platina. A maior parte das músicas teve grande sucesso, e a banda quebrou recordes de público em diferentes locais em todo o país, como o Canecão, no Rio de Janeiro.

No início de 1986, o Ultraje grava um LP chamado Liberdade Para Marylou, com uma versão remixada de Nós Vamos Invadir Sua Praia, a canção inédita Hino dos Cafajestes e uma versão de Marylou em ritmo de carnaval, que foi bastante tocada nos bailes de carnaval da época. Em 1987, durante as gravações do novo LP, Sexo!, Carlinhos (com a possibilidade de uma mudança para Los Angeles para formar sua própria banda) deixou a banda e Sérgio Serra o substituiu. O segundo álbum foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com a canção Eu Gosto de Mulher atingindo um máximo de #96 no Hot100Brasil.

Maturidade e mudanças: 1989 - 1998

Em 1989, mais maduros e um pouco cansados pelas constantes turnês, os integrantes gravam o terceiro disco, Crescendo. O álbum vendeu bem, mas os meios de comunicação social começam a perder o interesse no Ultraje após quatro anos de sucesso. Mesmo assim, o grupo ainda provocou polêmica, ao fazer uma provocação ao anúncio do fim da censura oficial, com a canção Filha da Puta. A canção foi censurada extra-oficialmente, em muitas estações de rádio e programas de TV, o que dificultou a promoção do álbum. Outras canções picantes com temas como "O Chiclete" e "Volta Comigo", uma música que trata de adultério, tiveram suas execuções comprometidas. Em 1990, o Ultraje voltou às suas raízes lançando o "Por Quê Ultraje a Rigor?", um álbum de covers que faziam parte do seu repertório do início da carreira, além de Mauro Bundinha, uma canção inédita da mesma fase. Mauricio, após ter se casado com uma americana, mudou-se para Miami. Sua vaga foi provisoriamente preenchida por Andria Busic, baixista do Dr. Sin, que entregou seu lugar um mês depois para Osvaldo Fagnani. Após quase mais um ano de turnê, Roger percebe que o Ultraje a Rigor já não era a mesma banda. Leôspa, depois de ter casado, já não podia manter o seu entusiasmo para viajar e ensaiar; Sergio aspirava sair para formar a sua própria banda, e Osvaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Depois de uma conversa com Leôspa, Roger decidiu procurar novos membros para tentar continuar o Ultraje.

Pesquisando em bares e através de mostras de bandas principiantes, encontrou Flávio Suete, baterista que tocava covers de Frank Zappa. Flávio recomendou Serginho Petroni, baixista que também tocava covers. Juntos, começaram as audições para novos guitarristas. Depois de meses de teste, descobriram Heraldo Paarmann através de um anúncio da Rádio Brasil 2000 FM. Eles continuaram ensaiando e tocaram alguns shows para reforçar os respectivos sons. Em 1992, contra a vontade da banda, a WEA lançou uma coletânea chamada "O Mundo Encantado de Ultraje a Rigor" (a palavra "Encantado" era uma ironia de Roger com relação ao encanto dos primeiros anos e as dificuldades com a gravadora, em relação a novos projetos). Embora essencialmente uma coletânea do material lançado anteriormente, o álbum continha duas novas faixas da nova formação (Vamos Virar Japonês, com a dupla caipira Tonico e Tinoco; e uma versão de Rock das Aranha, de Raul Seixas) juntamente com reedições hits lançados anteriormente. Em 1992, ainda em rebelião contra a indiferença da sua empresa discográfica, o grupo grava independentemente Ah, Se Eu Fosse Homem, uma digressão sobre as dificuldades enfrentadas pelos homens no que diz respeito ao novo pós-feminismo. A fita desta música, distribuída para estações de rádio pela própria banda, produziu os resultados esperados.

Em 1993, em meio a uma situação já tensa com a gravadora, lançam Ó!, seu sexto LP - o quarto composto apenas por novos materiais. O disco foi gravado às pressas (dois meses de estúdio) e com orçamento pequeno, condição que foi imposta pela WEA, que mesmo assim, praticamente ignorou o álbum, fazendo com que o contrato fosse rompido em 1994. O clipe de "Acontece Toda Vez Que Eu Fico (Apaixonado)" fez sucesso na MTV, mas a canção era apenas um modesto sucesso na mídia e nas lojas. Em 1995, uma nova coleção de hits, desta vez sem o conhecimento da banda, foi lançado, parte de uma série chamada "Geração Pop". Em 1996, a empresa lança ainda outra coleção-surpresa, um registro denominado O Melhor do Ultraje a Rigor/2 É Demais! - fusão dos dois primeiros álbuns sem as faixas bônus. Ainda sem notificar a banda, a Warner libera mais dois relançamentos: em 1997, Pop Brasil, (na verdade, uma reemissão de Geração Pop com menos músicas), e, em 1998, Ultraje a Rigor Vol. 2/2 É Demais!, outra coletânea-fusão de dois álbuns, sem as faixa-bônus, da banda - o terceiro e quarto discos.

Recomeço: 1999 - 2007

No início de 1999, depois que Serginho deixou a banda e foi substituído por Rinaldo Amaral (conhecido como Mingau), o Ultraje lança 18 Anos Sem Tirar!, um disco ao vivo gravado em 1996, de maneira independente, que ganhou quatro faixas inéditas em estúdio. Agora tendo trocado a WEA pela a Deckdisc/Abril Music e tendo como carro-chefe a faixa "Nada a Declarar", alcançam o Disco de Ouro. Em Janeiro de 2001, o Ultraje a Rigor participou da terceira edição do Rock in Rio, numa apresentação conjunta ao lado do Ira! e com direito a Should I Stay Or Should I Go?, cover do The Clash.

Em 2002, outra alteração na formação: Flávio e Heraldo distanciam-se das intenções musicais do resto da banda e resolvem deixá-la. Foram substituídos por Marco Aurélio Mendes, o Bacalhau, ex-baterista do Rumbora, e Sérgio Serra, ex-guitarrista do Ultraje, que voltou de Los Angeles para reintegrar o grupo e participar da gravação de Os Invisíveis.

Em 2005, a banda gravou e lançou, em CD e DVD (o primeiro da carreira), o seu Acústico MTV. O álbum inclui grandes sucessos como "Inútil", "Mim Quer Tocar", "Independente Futebol Clube" e "Eu Gosto de Mulher" e faixas inéditas, como "Cada Um Por Si". Destaques também para Eu Não Sei, versão de Can't Explain, do The Who, feita por Roger a pedido do Ira!; Ciúme, gravada numa versão originalmente prevista para o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia, com uma parte calma; e Nós Vamos Invadir Sua Praia, com cordas e metais.

Fase independente: 2008 - 2010

No final de 2008, Roger confirmou a saída da gravadora Deckdisc para trabalhar em um álbum independente disponível para download. O projeto recebeu o nome de Música Esquisita a Troco de Nada!, não sendo necessário pagar para ter as músicas em seu computador. No início de 2009, após a gravação de algumas demos, Sérgio Serra abandona novamente a banda. Lançado em 5 de abril de 2009, o EP foi gravado com as participações especiais de Edgard Scandurra nas guitarras, da cantora Klébi Nori na música Amor e foi disponibilizado no site ReverbNation e no My Space da banda.

Após alguns meses como um power-trio, acompanhados pela banda de apoio, através de uma conta no Facebook, Roger anuncia a entrada do guitarrista Marcos Kleine. Com esta formação, a banda continua realizando shows pelas proximidades da região sudeste do Brasil, devido ao medo de avião de Roger, o que leva a banda conseguir agenda em shows que são possíveis a locomoção por ônibus.

2010 - Atualmente

Em 2010, foi anunciado o lançamento da biografia Nós Vamos Invadir Sua Praia, que mostra a história da banda. O livro, escrito pela jovem jornalista Andréa Ascenção, autora do agente literário Andrey do Amaral, vem recheado com histórias, fotos, letras de músicas, depoimentos e curiosidades. A biografia foi publicada em abril de 2011 pela Editora Belas Letras. Na época, Roger pretendia gravar um CD e DVD ao vivo, comemorando 30 anos de carreira.

Em junho de 2011, a banda passou a fazer parte do elenco do talk show Agora É Tarde, como banda fixa. Com isso, a banda voltou a ter um maior destaque na grande mídia, se apresentando em grandes festivais, como o SWU, onde tiveram problemas com a produção do cantor britânico Peter Gabriel, e no Reveillon na Paulista.

Em 2012, a banda lançou pela Deckdisc um álbum em parceria com os Raimundos, intitulado O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos. A ideia do projeto é de que uma banda regrave da outra, e vice-versa.

No final de 2013, a banda anunciou a saída da Rede Bandeirantes e do Agora É Tarde, se juntando, assim, a Danilo Gentili, Léo Lins, Murilo Couto e Juliana Oliveira no novo late-night talk show brasileiro, The Noite no SBT.

Em 2015, a banda grava o álbum instrumental Por que Ultraje a Rigor?, Vol. 2, sendo uma continuação do álbum de versões, lançado pelo grupo em 1990. O registro, gravado ao vivo no estúdio, conta com 20 regravações e tem a distribuição da EF, selo pertencente à Sony Music. O projeto foi lançado em agosto. No mesmo ano se apresentaram no Palco Sunset da sexta edição do Rock in Rio, ao lado de Erasmo Carlos.

Em 2016, abriram o show dos Rolling Stones no Estádio do Maracanã pela turnê América Latina Olé Tour 2016.

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